• 03 JAN 21
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    «Estrelas & Ouriços – Artigo opinião » “No Natal…O meu presente…Eu quero que seja…Virtual”– Dr. João Faria

    Ainda me recordo do anúncio do avozinho que contava a história à sua neta das várias figuras de chocolate que eram constantemente comidas (exceto o coelhinho, o pai natal e o palhaço que foram salvos pelo comboio) e pensar o quanto era fundamental que uma daquelas figuras estivesse no sapatinho todos os anos. Quando as recebia, fazia uso do jogo simbólico para recriar o anúncio e, se possível, salvá-las a todas.

    Hoje em dia, o sapatinho tem que ter, obrigatoriamente, dimensões maiores pois a oferta de produtos diversificou-se e os brinquedos foram aumentando de tamanho. Um dos mais pedidos hoje em dia é o videojogo, seja para um computador ou uma consola.

    A experiência imersiva que um videojogo traz para aqueles que o jogam uma experiência ótima onde o tempo parece voar, sendo frequente o jogador “perder-se” na sua atividade e só se “encontrar”, por vezes, quando alguém o chama.

    Neste Natal, muitos serão os pedidos “virtuais”. Estrategicamente são lançados nesta quadra as novidades ao nível das plataformas e dos videojogos, sendo difícil escolher por onde começar. Apesar da idade média de um jogador de videojogos ser de 33 anos, serão as crianças e os jovens aqueles que mais irão escolher artigos relacionados com os videojogos no Natal. Os rapazes provavelmente irão apostar mais em computadores e consolas, em jogos de ação e de estratégia. As raparigas irão mais inclinar-se para jogos de Smartphone, do estilo de 3 em linha ou simuladores de vida.

    As famílias, também participam nesta tradição possibilitando a compra destes artigos mas frequentemente termina por aí o seu envolvimento. Não é frequente assistir ao envolvimento da família, dos seus membros mais experientes, na experiência dos videojogos. Porém, hoje em dia, já existem inúmeras alternativas para que todos se possam juntar na sala, ligar a televisão e o dispositivo de jogos e envolverem-se em jogos sociais para todas as idades. Estas experiências ricas em divertimento e afeto trazem ao de cima o que de melhor se pode extrair da interação com videojogos.

    A noite de Natal pode também ser, em parte, virtual. A família reunida em torno de um jogo social pode criar uma memória inesquecível. E se assim o for, a possibilidade de unir gerações numa mesma experiência com significado e divertimento.

    Experimente!

    Autor: João Faria, Psicólogo Clínico

    Fonte: Estrelas e Ouriços